quinta-feira, 1 de julho de 2010

Nós

São todas as crianças,
Discursivas e amargas.
Que triste e pobre féu.
Cidade, marcas rasgadas.

O meu corpo é
O terror sem fé.
Levar pra casa o ódio
Perguntar se a fome o quer.

Luxando e trânsitando
O frio do olhar quente.
Que mal você faz quando
Vai pensar no diferente?

Será presente
A piedade do bom homem?
Será que sente
Os que não bebem e nem comem?

Levanta-te e caminha
Nesse ão de são
Nesse chão de grão

Na linha do tudo
Que o lar desatina.
Reflete então a pátria latina.

"Do caos a lama"
Que o tempo te chama.
"Porque até no lixão nasce flor."
Pega e receba a vida e sinta o amor.

Por Diêgo de Oliveira

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Meio...

Ser assim... Meio louco, inconsequente, eloquente e tímido. Ser até emburrado.
Ser deprimente. Triste, as vezes. Pobre e rico ao mesmo tempo. Bonito e feio sem intervalo pra pensar. Tachado como louco. Sou um irresponsável responsável. Ridículo aos olhos alheios. Sou assim, um tanto dos tantos tantos de formas cantandas e cansadas.
Sou um quase poético e crítico. Sou um pouco nervoso e calmo. Sou cheio de amor e lotado de medo. Crente em Deus e duvidoso da fé...
MEIO. Sou meio de tudo. Meio amigo e meio inimigo. Meio criativo e meio débil.
CANSEI DE SER MEIO...
APARTIR DE HOJE SEREI INTEIRO...
Vou fazer, porque serei, concluirei, estarei e porque quero.
Nada pode ser mais forte do que a vontade de mudar...
Mudar... A palavra sem sentido. Ou se houver que seja no sentido de muda vegetal. Que brota no outono e desabrocha na primavera. Que inrrigesse no inverso e seca no verão, deixando calmamente suas folhas secas cairem, abrindo espaço para novos ramos, novas oportunidades...

Diêgo de Oliveira

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Salve a Pátria de 19/05/2010

Vi em muitos locais que pisei mundo afora, palavras como cidadania, social, assistência, auxílio, e muitas outras. Deparei-me com situações que necessitei de todas estas definições de irmandade. Instantes em que tive de dormi na rua. Até em alguns momentos a fome bateu, mas não foi nada demais, pois, sempre surgia um ser de luz para servir de coração. Aprendi na rua algo que jamais poderia ter aprendido no conforto de meu lar. Soube que a fome, o frio e o medo, são fatos alucinantemente terríveis, e que a única forma de conhece-los é passando por eles. O único meio de acaber com elas é recebendo uma mão amiga...
Outro dia, caminhava eu, pela famosa praça da Gentilândia, no bairro do Benfica em Fortaleza-Ce. Notei uma família, com duas crianças, que tentavam dormir, sem nenhum agasalho, em alguns bancos. Como se um fio de gelo penetrasse dentro de minh'alma, soube exatamente qual eram os pensamentos e dúvidas que cortavam e corrompiam aquelas crianças. Vi que o terror estava passando por suas cabeças. E o pior sentimento é o de saber que infelismente não há, entre 2.500.000 pessoas, alguém que estenda a mão e ajude...

Minhas perguntas de hoje são:

O que é auxilio, cidadania, social e assistência?
É pagar um salário pra quem não tem emprego?
É obrigação do governo?
Será que é fornecer comida pra quem não tem?
É dar água pra quem tah com sede?

Minhas respotas são:

Apenas mostrar, a quem precisa, que existe alguém por eles. A responsabilidade é sim do Governo. Mas sem cobrança não haverá conclusão...
Bolsa familia é esmola. Ninguém quer esmolas. Ninguém merece esmolas. Já que estamos em um mundo capitalista, ajudem-nos fornecendo capital. Queremos trabalho, e não esmolas...

Salve essa Pátria...

Diêgo de Oliveira

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Salve a Pátria Especial... 30/04/2010

Um enorme monumento histórico, cultural, incrível. O aquário de Fortaleza...
Incrível é a quantidade de cearense morrendo de sede. Lugares que não tem nem água pra beber. Um dos únicos lugares no mundo que nunca chove...
Precisa falar mais alguma coisa?
Ah. 1/3 dessa grana, investida nesta porcaria Burguesa, poderia matar a sede de milhões de pessoas durante uma vida toda...
É Ceará. Vamos mostrar os peixinhos nadando e matar as criancinhas de sede. Lindo não???

Por isso digo: Salve essa Pátria...


O Salve a Pátria é uma iniciativa pessoal de críticar as coisas ruins que acontecem em nosso país, estado, município, bairro ou rua. É uma visão pessoal e não técnica de fatos..
Por isso que grito:

Salve a Pátriaaaaaaaaaa

Diêgo de Oliveira

terça-feira, 27 de abril de 2010

De Daniel na cova dos leões...

Mas, tão certo quanto o erro de ser barco a motor
E insistir em usar os remos,

É o mal que a água faz quando se afoga

E o salva-vidas não está lá porque

Não vemos...

sábado, 24 de abril de 2010

Salve a Pátria Especial... 25/04/2010

Creio que o ser humano tem a memória inferior a dos peixes.
Dia 5 de Abril, começa a surgir o que viria a ser a maior tragédia já assistida no Brasil.
As chuvas fortes assolaram o estado do Rio de Janeiro.
Lamentavelmente milhares de pessoas morreram sufocadas por montes de terra. E o desastre maior não foram as mortes. As consequências do acidente são mais alarmantes do que o próprio. Pessoas sem ter o que comer, sem ter onde morar. As doenças se espalham por toda a cidade.
Dia 24 de abril. "Viradão Carioca". O nome desta falta de respeito deveria ser "Sem-Coração Carioca".
E sem falar no luto, lembro a vocês que a porcaria do dinheiro gasto, ajudaria a todos os desabrigados a ter onde morar. A ter o que comer.
Mas não. O brasileiro é egoísta e pobre de espírito por natureza. Ajudar pra que né? Nem se fala mais no Jornal Nacional em chuvas... É pela ordem e pelo progresso.
Minha indignação por este episódio ridículo da emissora Rede Globo, me faz sentir nojo do meu país. Ninguém pode abrir a boca para críticar este tipo de atitude.
Pelos próximos 10 anos o slongan da globo deveria ser:

Repugnância: Agente cria por aqui.

Por isso digo mais alto que nunca: Salve essa Pátria...


O Salve a Pátria é uma iniciativa pessoal de críticar as coisas ruins que acontecem em nosso país, estado, município, bairro ou rua. É uma visão pessoal e não técnica de fatos..
Por isso que grito:

Salve a Pátriaaaaaaaaaa

Diêgo de Oliveira

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Simbora

Essa terra de chão rachado,
O mormaço é quente.
A fome faz o chão arder.

Bem dançado seja o gingado de Maculêle.
O seu pisado forte, seu batuque, seu axé.
Porque o tempo esquece Obaluaê.

Das raízes mestre Juca aparece.

Seu balaio. Sou lacaio do seu calor.
O povo chora, reclama, nem sente.
"Simbora" negrada, "arredar" o pé do terror.

Antes que seja tarde demais.

Antes que escureça. É capaz.
Vamos "simbora" agora
Ou nunca mais.

Diêgo de Oliveira.